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Festival Internacional de Cantores-Compositores

“UMA CANÇÃO PELA PAZ”

Prêmio Facundo Cabral

 

Janeiro-Maio 2017

 

 

 “UMA CANÇÃO PELA PAZ”  é um Festival Internacional destinado a compositores latino-americanos contemporâneos  e tem como principal objetivo promover em nível local, regional e mundial a criação musical sobre questões relacionadas com os valores humanos para o diálogo e o respeito mútuo, contribuindo para a missão da Iniciativa das Religiões Unidas (URI).

 

A URI é uma rede global para promover a cooperação inter-religiosa para construir culturas de paz, justiça e cura para a Terra e todos os seres vivos (www.uri.org).

 

Este Festival é um espaço de Educação para a Paz através da arte, porque estimula a composição de temas que promovem a coexistência pacífica e a consciência de que somos co-criadores do universo e simultaneamente promove dentro do público em geral -através da votação online - a construção de uma sociedade melhor com o poder catártico e de cura pela arte musical e a capacidade de contágio que tem a congregação de pessoas a sonharem juntas o mesmo Sonho.

 

O Festival tem caráter itinerante e a sua promoção, organização e logística interligam-se a ações particulares dos Círculos de Cooperação da URI na América Latina e no Caribe, que operam em diferentes países.

 

Em sua Primeira Edição, de 2016, o Festival teve seu encerramento em Buenos Aires , terra natal do homenageado, Facundo Cabral.

 

A Segunda Edição do Festival acontecerá no Brasil com inscrições on-line (www.urialc.org) de 10 de janeiro a 28 de fevereiro de 2017, sendo finalizada na cidade de São Luiz do Paraitinga (www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br) – Estado de São Paulo, de 12 a 14 de maio de 2017, ocasião na qual o compositor brasileiro Gilberto Gil (www.gilbertogil.com.br) será homenageado com o Prêmio Facundo Cabral.

 

Sobre o homenageado no Brasil, o Compositor Gilberto Gil:

Gilberto Gil é uma das maiores personalidades da música brasileira, reconhecido mundialmente. Sua carreira internacional já lhe rendeu um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998 e um Grammy Latino em 2003, dentre outras importantes premiações.

Gilberto Passos Gil Moreira nasceu em Salvador e passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde começou a se interessar pela música ouvindo Orlando Silva e Luiz Gonzaga.

Aos 9 anos, mudou-se para Salvador e começou a aprender acordeom. Aos 18 anos, formou o conjunto "Os Desafinados". No fim dos anos 1950, influenciado por João Gilberto, passou a tocar violão.

Durante a faculdade de administração de empresas, conheceu a música erudita contemporânea. Em 1962, gravou o seu primeiro compacto solo e conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. No ano seguinte, com Tom Zé integrando o grupo, fizeram o show "Nós, Por Exemplo", no Teatro Vila Velha, em Salvador.

Logo em seguida, Gil mudou-se para São Paulo, onde trabalhou na empresa Gessy-Lever. Nessa época conheceu Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam.

Em 1965, cantou a música "Iemanjá", no 5o Festival da Balança, promovido pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, que foi gravado pela RCA.

Gil tornou-se conhecido no programa de televisão "O Fino da Bossa", comandado por Elis Regina, onde apresentou, entre outras, suas composições "Eu Vim da Bahia" e "Louvação". Com o sucesso, deixou o emprego e assinou contrato com a Philips, que lançou seu primeiro LP, "Louvação", em 1967.

Já no Rio de Janeiro, Gil participou de festivais da Record e da TV Rio e chegou a ter seu próprio programa na TV Excelsior, o "Ensaio Geral".

No 3o Festival da Record, em 1967, Gil apresentou "Domingo no Parque" acompanhado pelos Mutantes, e conquistou o segundo lugar.

"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, ficou em quarto lugar e formou, junto com "Domingo no Parque", o embrião do movimento tropicalista, que misturava os elementos da indústria cultural e os materiais da tradição brasileira. Diferente da Bossa Nova, o tropicalismo tinha uma proposta crítica, mostrando uma preocupação com os problemas sociais do país.

Em 1968, foram lançados os LPs "Gilberto Gil" e "Tropicália ou Panis et Circensis", disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão.

Em 1969, Gil e Caetano Veloso foram taxados de "subversivos" pelo regime militar e partiram para o exílio na Inglaterra. Retornaram ao Brasil em 1972. Gil lançou "Expresso 2222" e "Refazenda".

No álbum "Realce", de 1979, mostrou seu interesse pelo reggae e o pop. São dessa fase os LPs "Luar", "Um Banda Um", "Extra", "Raça Humana", "Dia Dorim, Noite Néon" e "O Eterno Deus Mu Dança".

Gil trabalhou com Jimmy Cliff e em 1980 lançou uma versão em português do reggae "No Woman, No Cry" ("Não chores mais") sucesso de Bob Marley. Em 1993, com Caetano Veloso, lançou "Tropicália 2", que incluía o rap na faixa "Haiti".

Entre os discos "Quanta" e sua versão ao vivo, "Quanta Gente Veio Ver", lançou "O Sol de Oslo", pelo selo Pau Brasil. No ano 2000, a parceria com Milton Nascimento rendeu o disco "Gil e Milton".

Dentre seus muitos sucessos, os maiores foram "Preciso Aprender a Só Ser", "Eu Só Quero um Xodó" (Dominguinhos/ Anastácia), "Punk da Periferia", "Parabolicamará", "Sítio do Pica-pau Amarelo", "Soy Loco por Ti América" (com Capinam), "Realce", "Toda Menina Baiana", "Drão", "Se Eu Quiser Falar com Deus" e muitas outras.

De 1989 a 1992, Gil foi vereador na Câmara Municipal de Salvador pelo Partido Verde. Em 2 de janeiro de 2003, tomou posse no cargo de Ministro da Cultura, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do qual demitiu-se em julho de 2008, para dedicar-se à carreira artística. Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/gilberto-gil.htm

Site oficial: www.gilbertogil.com.br

SE EU QUISER FALAR COM DEUS – Letra e música de Gilberto Gil

https://www.vagalume.com.br/gilberto-gil/se-eu-quiser-falar-com-deus.html

1980

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que ficar a sós

Tenho que apagar a luz

Tenho que calar a voz

Tenho que encontrar a paz

Tenho que folgar os nós

Dos sapatos, da gravata

Dos desejos, dos receios

Tenho que esquecer a data

Tenho que perder a conta

Tenho que ter mãos vazias

Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que aceitar a dor

Tenho que comer o pão

Que o diabo amassou

Tenho que virar um cão

Tenho que lamber o chão

Dos palácios, dos castelos

Suntuosos do meu sonho

Tenho que me ver tristonho

Tenho que me achar medonho

E apesar de um mal tamanho

Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que me aventurar

Tenho que subir aos céus

Sem cordas pra segurar

Tenho que dizer adeus

Dar as costas, caminhar

Decidido, pela estrada

Que ao findar vai dar em nada

Nada, nada, nada, nada

Nada, nada, nada, nada

Nada, nada, nada, nada

Do que eu pensava encontrar

Prêmio Facundo Cabral

 

A Coordenação Regional da URI para a América Latina e Caribe na segunda edição do Festival Internacional “UMA CANÇÃO PARA A PAZ” 2017, outorgará o PRÊMIO FACUNDO CABRAL para prestigiar a este cantor e compositor designado Mensageiro Mundial da Paz pela UNESCO em 1996, e ativar seu legado de lições cantadas ou declamadas em nome do amor, do apreço a vida, da fé e a boa vontade humana, o diálogo e a tolerância.

 

Facundo Cabral  Ele é conhecido no mundo inteiro por suas composições de trova e seus monólogos, e pelo anedotário de seus encontros com personalidades diversas, suas parábolas, alegorias e orações, inspiradoras do despertar da consciência e da reflexão espiritual. Suas palavras e sua mensagem constituem símbolos estimulantes para as gerações atuais que tem que assumir o desafio de transcender as fronteiras religiosas e culturais para construir a Cultura de Paz no mundo.