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ENCONTRO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
Atividade: Direitos Humanos e Diversidade Religiosa
Encontro: RELIGIÕES, CRENÇAS, SOCIEDADE E DIREITOS"
(QUAL O PAPEL DA RELIGIÃO NA SOCIEDADE?)
Dia 08/11 (Quarta-Feira) – 18:00 h
Local: Plenário 11 das Comissões – Câmara Federal

0BS 1: Entrada pelo ANEXO II – escadaria à esquerda – Informar que irá pro “Encontro Nacional de Direitos Humanos”. OBS 2: Inscrições gratuitas no Fórum: aqui

Organização: Comunidade Bahá’i / CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil / Movimento Espiritualidade em Ação / Iniciativa das Religiões Unidas – URI / REJU – Rede Ecumênica da Juventude.

Apresentação: Orientado pelas objetivos deste Encontro Nacional de Direitos Humanos, que visa fortalecer a defesa destes em reação a um cenário de desconstrução de direitos, através de reafirmação de uma agenda civilizatória que coloque em evidência o respeito à dignidade humana enquanto valor acima de qualquer interesse econômico ou de poder, trazer à tona o espectro dos direitos humanos e a diversidade religiosa com todas as suas facetas e desafios, mostra-se como extremamente necessário. Assim, o Encontro: Religião, crenças, sociedade e direitos, propiciará um espaço aberto de reflexões, diálogos e proposições a partir, primeiramente de um olhar daqueles que são vitimados pelas perspectivas fomentadas por um fundamentalismo religioso que busca impor o que consideram pecado, como lei para todos. Após a exposição destes segmentos vitimados, haverá espaço para diálogos com religiosos e público presente, encerrando a atividade com apresentações de proposições que venham colaborar para dirimir este quadro preocupante. Todos os diálogos estarão inspirados na reflexão sobre que papel a religião deve exercer na sociedade, entendendo que este não deva ser o de fomentar a discórdia, o preconceito, a violência, a intolerância.

Programação proposta:: Expositores:

  • - Intolerância religiosa – Grupo Calundu /UnB.
  • - Povos Indígenas - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB: Júnior Xucuru (CIDF – Conselho Indígena do Distrito Federal)
  • - Movimento LGBT


Christian Theodore do Nascimento Flávio - (Pós-Graduado pelo IDA-UnB, em Arte-Educação e Novas Tecnologias)

Mediação e coordenação: Marga Janete Stroher (Professora/Especialista em Direitos Humanos e Diversidade Religiosa)
  • - Diálogo com religiosos e público presente
  • - Apresentação de propostas e encerramento.


 

CRESCENDO JUNTOS Sally Mahe

Estas duas palavras surgiram espontaneamente em mim como o título deste pequeno discurso. São palavras simples que definem o contexto do poder e a oportunidade que temos como equipe da URI para crescer juntos e, ao mesmo tempo, ajuda a URI a crescer.

Em meu primeiro casamento, na primeira escola onde meu marido era diretor, eu fiz um banner para hall de entrada da escola que dizia: " Growing Together" ("Crescendo Juntos"): um grande pedaço de serapilheira marrom, folhas verdes e laranja cortadas de feltro, conectadas por uma videira vibrante - toda colada com cola branca de jardim de infância. Minha obra de arte foi medíocre, mas o amor e as intenções positivas que coloquei ao fazê-la foram sinceras e imensas. Eu intuí que essas palavras Crescendo Juntos eram valiosas. O banner ficou na entrada da escola por 8 anos.

Agora, depois de mais de 20 anos com a URI e ajudando a construir uma comunidade global - eu sei que o cerne do que realmente está acontecendo e o que é valioso para todos nós no meio de todo o trabalho que fazemos - é que nós estamos, de fato, Crescendo Juntos. Nós crescemos juntos ao mesmo tempo em que construímos uma comunidade global e, ao mesmo tempo, desenvolvemos a força organizacional e o potencial da URI. Crescendo Juntos é o que fazemos – isso é valioso.

Como uma árvore - nós crescemos de dentro para fora. Nós quase não percebemos que o crescimento está acontecendo. De vez em quando podemos refletir, respirar profundamente e reconhecer quão diferente nós estamos de como nós costumávamos ser. Podemos nos perguntar, o que há de novo em mim? Quem sou eu agora que não era antes?

A URI cresce desta maneira também... é fácil contabilizar o crescimento da URI em número de CCs, em número de países, etc... mas o crescimento mais sutil da URI não é tão fácil de reconhecer. Precisamos nos investigar.

A URI está crescendo de maneira que consideramos valiosas? O que na URI precisa de atenção para crescer melhor? No dia a dia estamos tão ocupados, como podemos nos lembrar de nos perguntar: como estou crescendo? Como é essa aventura URI, essa jornada para o desconhecido, crescendo? O que me faz crescer bem? O que faz a URI crescer bem?

A natureza precisa de nutrientes para crescer. O nutriente do qual eu quero falar para nós como equipe, para a comunidade e organização global da URI crescerem juntos - é o nutriente do AMOR. Como tocamos o nutriente do amor - em nosso coração, mente, corpo e alma? Como usamos a energia do AMOR para nós mesmos e em nosso trabalho?

Lembro-me que em 1997, Thomas One Wolf, um nativo americano de Taos Pueblo, com sua longa trança preta e uma grande bandana vermelha amarrada em sua cabeça, dirigiu-se à grande reunião de Stanford dizendo apenas essas palavras: "Eu não posso te amar mais." Eu fiquei estupefata - esse foi o discurso dele. Essa foi sua presença, essa foi sua mensagem.

Lao Tzu disse, a distância mais longa do mundo é a distância entre a cabeça e o coração. Outra citação é, a jornada mais longa que vamos realizar é a de 18 polegadas, de nossa cabeça para o nosso coração.

Emerson disse que o amor como base para o Estado nunca foi tentado. Eu digo que o amor como base para uma organização internacional nunca foi tentado. Então estamos aqui para experimentá-lo!

Ao longo dos anos, em altos e baixos na URI, e especialmente quando as pessoas estavam bravas e chateadas - um surpreendente compromisso de "superar juntos" prevaleceu. Um sentimento de amizade, a capacidade de manter-se conectado, mesmo quando sentindo-se despedaçados, nos manteve em movimento. A URI foi fundada com apreço/amizade no seu núcleo - ainda estamos construindo uma cultura de apreço, inclusão e respeito mútuo. Quando as coisas ficam difíceis, as pessoas no seu íntimo encontram apreço umas pelas outras e se mantêm unidas.

Um grande momento de crescimento para mim veio alguns anos atrás, quando eu estava em um círculo de bênção de abertura com outros membros da equipe. Eu estava me sentindo mal - emperrada. Eu estava sustentando uma posição de que o principal objetivo da URI era ouvir e defender as iniciativas dos CCs. Compreendi que outros membros da equipe discordavam e sentiam que a prioridade da URI era treinar os CCs, dar-lhes manuais, etc. Em minha mente, as duas posições eram mutuamente exclusivas. Meu ego ficou auto investido e senti animosidade e rigidez de que minha posição estava correta e a deles estava errada. Durante esse momento de Bênção, uma voz entrou rapidamente em mim e disse: "Sally, você não sabe que amar é mais importante do que estar certa?"

Na verdade, eu não "cresci" naquele momento... mas com o tempo, a verdade de que o AMOR, mais que "estar certa", era prioridade no meu trabalho na URI ficou clara. Comecei a refletir, o que o amor consciente na ação me pergunta nesse ou naquele dilema de trabalho?

Como funcionários, discernimos no dia a dia o que o trabalho na URI nos pede. Eu acho que o item essencial na lista que me faz crescer e que faz a URI crescer é um tipo de Amor - está experimentando a coragem de nossos corações. Precisamos de coragem-coração para suportar tantos desafios e eventos desconhecidos em nosso trabalho. Precisamos de coragem-coração para persistir e trabalhar duro para uma visão de um futuro melhor, não importa o que as notícias diárias dizem que ataca nossos esforços.

Um ancião nativo da América me disse uma vez: "levante o osso do seu coração!" Em nossos corpos - podemos levantar o osso do coração literalmente... especialmente quando se sentem pesados e sobrecarregados... uma profunda respiração intencional, levanta o peito... uma flexão para cima, para elevar nossa força do coração de volta à ação.

À medida que crescemos, nos encontramos com mais complexidade... especialmente na URI. Estruturas, mais línguas e culturas, orientações estratégicas e prioridades estão sempre sendo adicionados. Que simplicidade podemos recorrer e nos guiar no dia a dia? Eu sugiro a coragem do coração baseada em amizades.

Em 1996, quando a URI era apenas um vislumbre no olho e uma intenção... a essência da URI como um coração estava presente.

Eu sou URI

Eu sou um batimento cardíaco
Eu sou uma pequena coisa agora
Isso aponta para um chamado Divino para todos.v Eu não sou um ídolo.
Respirando como um,
Eu mantenho o centro para que todos entrem.
Eu sou silêncio
Eu sou força.
Eu sou URI
Eu bombeio comportamentos que dão vida ao mundo inteiro.
Eu bato como um coração diário permanente para o mundo inteiro.
(Poema de Sally)
De volta a essa ano, alguns de vocês sabem que meu filme favorito atual é Mulher Maravilha. Não é o típico filme de ação de super-heróis, essa história revela que a força da Mulher Maravilha vem de um lugar dentro - um poço de Amor e Compaixão. Há uma cena, a Primeira Guerra Mundial, a Batalha de Verdun, as linhas de inimigos são escavadas, cada lado empacotado em trincheiras por meses atirando balas e bombas um para o outro. Os soldados dizem que estão presos, suas posições estão entrincheiradas. A Mulher Maravilha percebe que as pessoas de Verdun estão famintas e congeladas - ela está decidida a fazer alguma coisa; sai das trincheiras e corre no fogo do inimigo. Soldados atrás dela dizem: "ela está pegando o fogo - entremos atrás dela". Nós a vemos suportar o fogo, ela balança e faz caretas e cai algumas vezes enquanto se move no fogo. Lentamente, dolorosamente, ela se move para a frente, seus truques de super-heróis estão lá, mas também há força de uma fonte mais profunda. A história do filme sugere que sua motivação AMOR - foi o superpoder que mais importava. O amor perdura contra os desafios mais difíceis.

Eu me relaciono. Penso que todos nós na URI estamos, à nossa maneira, enfrentando fogo feroz. Estamos aqui para mudar padrões enraizados de ignorância, ódio, medos, padrões de violência e injustiça em nosso meio. Não é para ser uma luta fácil. A URI deve suportar de forma diária, com milhares de pessoas intensificando-se para "pegar o fogo". As apostas são altas. Nós não somos chamados a jogar pouco - mas jogamos grande e no nosso melhor – mover-se no fogo.

Não podemos ir sozinhos, mas podemos juntos! Não podemos fazê-lo permanecendo presos em nossos caminhos, mas podemos crescer, crescer juntos e - como fazemos - crescer e nutrir a comunidade global da URI em direção à sua maturidade.

Nós não estamos sozinhos. Milhares de outros em todo o mundo estão consco. Nós nos colocamos sobre os ombros de grandes pacificadores antes de nós. Quero oferecer uma citação de um dos meus favoritos, E. Roosevelt. Um fundador da ONU e um dos escritores da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

“Você vai viver em um mundo perigoso por algum tempo, eu acho. Mas vai ser um mundo interessante e aventureiro. Desejo-lhe a coragem de enfrentá-lo. Desejo-lhe a coragem de enfrentar-se, e quando você sabe em prol de que você realmente quer lutar, não na guerra, mas para ganhar a paz, desejo a imaginação e a compreensão. Deus te abençoe. Que você possa ganhar.”

Que nós possamos ganhar! Que as nossas feridas e dores crescentes sejam sempre superadas pelo nosso amor e respeito uns pelos outros.

 


MIR

O começo MIR nasce no dia 5 de junho de 1992 na vigília convocada por Dalai Lama e Dom Helder Câmara durante a ECO 92.

Esta vigília foi organizada pelo I Instituto de Estudos da Religião - ISER, com a participação de várias religiões, tradições, movimentos e outros segmentos da sociedade civil.

Em 2002 o MIR torna-se também um Centro de Cooperação (CC) da URI com o apoio do Viva Rio, tendo como principal articulador e dinamizador de todas as iniciativas André Porto.

O MIR como um berçário Decorridos 25 anos de atuação entendemos que o principal papel do MIR foi ser berçário de muitos movimentos e tradições não conhecidas, na sua maioria tradições minoritárias e vítimas de preconceitos e intolerância religiosa. Em decorrência novos movimentos surgiram, outros saíram da invisibilidade participando hoje de muitas organizações, movimentos, comissões com identidade própria e reconhecida.

Bases de trabalho Trabalhamos sob o Lema: Compartilhar o Sagrado e Servir ao Mundo, como uma dimensão da cidadania espiritual. Somos signatários da Carta da URI e cumprimos suas resolução no sentido de criar uma cultura de paz, solidariedade, respeito e dignidade às pessoas humanas, bem como aos seres que habitam a Mãe Terra. Como prática, adotamos o dialogo que permite estabelecer pontes para o Serviço Inter-Religioso.

Estrutura e Organização do MIR Composto por entidades, movimentos, tradições religiosas bem por pessoas alinhadas aos propósitos de construção de uma sociedade mais justa, solidaria e feliz, reúnem-se uma vez por mês (2ª terça feira de cada mês) em plenária para definir os rumos do Movimento. Para isso é constituída uma comissão executiva que realiza as ações e atividades a serem executada durante o mês. Todos são voluntários. Anualmente é realizado um Grande Encontro denominado Aldeia Sagrada que tem como propósito mostrar experiências realizadas por instituições que desenvolvem praticas inter-religiosas. Em geral são três dias de convivência harmônica INTER-RELIGIOSA onde aprendemos a entender os princípios de cada religião/tradição/movimento/... Eixos de Trabalho

Os principais eixos de trabalho desenvolvido no âmbito do MIR são: 1. Cura – formas de tratamento para cura nos relacionamentos pessoais e nas situações de respeito aos seres que habitam a terra. Apoiamos e assinamos campanhas e ações que garantam direitos de pessoas e dos animais 2. Meio Ambiente principal foco desde a sua criação, o MIR participa de conselhos que de forma participativa com vários segmentos do governo e da sociedade civil contribuem para a garantia da Vida nas florestas, nos lagos, rios, cachoeiras, praias, oceanos e outros. Esse é um Trabalho árduo frente a empreendimentos globais onde o foco é o lucro.

São exemplos: O Conselho Consultivo do Parque Nacional da Tijuca e o do Mosaico Carioca, pertencentes ao Bioma da Mata Atlântica.

3. Direitos Humanos, Temos varias experiências de sucesso em atividades e ações com vista à garantia dos direitos individuais, coletivos e difusos. Participamos de Caminhadas pela liberdade religiosa (CCIR), Religiões por Direitos (KOINONIA), CEDUS, Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SUPEDIR), entre outros.

4 - Cultura Viva – Resgate de festas, cerimônias, atividades esquecidas, na maioria das vezes por força de aculturamento de povos originários, quebrando identidades e os afastando de valores verdadeiros na relação Homem/Divino/Natureza nos territórios. 5. Eventos Inter-religiosos. A agenda MIR é bastante diversificada e na medida do possível participamos de vários eventos ligados as tradições, religiões que integram o MIR.

Nestes eventos procura-se mostrar que é possível trabalhar juntos e integrados no proposito de construir uma sociedade mais justa e liberta de preconceitos e intolerância religiosa, Uma foto bem tirada por si só já e uma mensagem. Apoiadores Desde sua criação o MIR é apoiado pelo ISER – Instituto de Estudos da Religião e o VIVARIO.

O ISER é composto de acadêmicos que estudam o fenômeno religioso e o MIR contribui mobilizando segmentos religiosos em ações voltadas para a base. O mesmo acontece em relação ao VIVA RIO, que está mais ligado a ações voltadas para a comunidades de baixa renda buscando o aumento da auto estima de seus moradores. Projeto de Futuro

Garantir que o Legado do MIR seja tratado respeitosamente contribuindo com práticas dialógicas que alimentem o processo de construção de um mundo melhor com mais respeito e de dignidade para as pessoas e seres que habitam a Mãe Terra...

O MIR é um Centro de Cooperação da URI.

Graças Nascimento - Coordenadora do MIR
“COMPARTILHAR O SAGRADO E SERVIR O MUNDO!”
CC MIR RJ - URI - Alice Gress